Rede Bichos

O ponto de encontro dos que lutam pelos animais.

Meu gato persa morreu há um ano atrás, vítima da AVC, e quando ele teve o ataque ja tarde da noite eu não sabia o que era aquilo que ele estava tendo e levei para o Pronto Socorro Veterinário,muito assustada e arrasada. Ele ficou internado e como uma patinha da frente se dobrou e ele não conseguia andar, veio debilitado e com esta pata enfaixada com uma talinha para que pudesse caminhar.

Ele teve outros problemas depois, mas assim como eu não sabia, outras pessoas podem tbm não ter informação, por isto estou colocando uma reportagem sobre o AVC em animais(cães e Gatos)

 

Existe cura para o AVC do meu cachorro? Alguém pode me ajudar?”, pergunta um internauta em um fórum de discussão virtual. As respostas – como, por exemplo, “Não tem como... tem que sacrificar!” – frustram o internauta, que buscava salvar o seu animal. Casos como esse são bastante frequentes. Ao colocarmos nos sites de busca as palavras “AVC e cachorro” inúmeros exemplos como esse aparecem. Inclusive, a dúvida se um AVC pode ou não ocorrer em animais de estimação.

“Existem sim casos de AVC em cães. O que acontece, geralmente, é que muitos veterinários não sabem ainda diagnosticar o problema”, avalia Milton M. Morishin Filho, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, especialista em cirurgia geral e neurocirurgia de pequenos animais. Entretanto, ele reconhece que o assunto é pouco divulgado, não há sites de profissionais habilitados a responder questões, ou que divulguem a produção científica a respeito do assunto para um público mais amplo.

Morishin Filho conta que, assim como em humanos, o AVC em cães pode ser causado por obstrução dos vasos sanguíneos – resultando em isquemia –, ou pela ruptura das paredes dos vasos sanguíneos – resultando em hemorragia cerebral. A maioria dos tipos de AVC diagnosticados nos humanos, também é encontrada nos animais, o que não surpreende, devido à semelhança estrutural apresentada pelos sistemas neurais dos diferentes mamíferos.

Diagnóstico

Antes considerado um diagnóstico incomum, o acidente vascular cerebral (AVC), tem sido cada vez mais identificado em cães e gatos.

Esse diagnóstico depende da exclusão de outras causas de encefalopatia focal e da identificação de uma doença primária que pode ser responsável por eventos isquêmicos/vasculares. Em geral, são indicados os seguintes procedimentos médico-veterinários: exames de sangue e urina, para identificar as causas subjacentes possíveis; medição da pressão sanguínea sistólica; realização de eletrocardiogramas; análises de fezes e culturas de sangue, para descartar a possibilidade de infestações parasitárias; e a análise líquida cérebroespinal, que pode ajudar a descartar doenças inflamatórias do sistema nervoso central, e ainda revelar hemorragias recentes.

Os exames que geram imagens em alta definição – conhecidos por tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) – podem revelar lesões focais. Porém, nem sempre é fácil diferenciar tais lesões das de outras doenças como, por exemplo, a neoplasia. Por isso, a biópsia continua sendo um procedimento importante. “ Um exame neurológico bem detalhado pode sugerir  o AVC, mas é impossível de diagnosticar com certeza”, avalia o médico da Unesp. Para ele, “o exame mais indicado para o diagnóstico realmente seria a ressonância magnética. Um exame caro e de difícil acesso ainda na veterinária”.

O alto custo dos exames de imagem – que chegam a valores entre R$400,00 e R$1.000,00 – e a existência de poucos centros especializados em exames em animais, são os principias obstáculos enfrentados no diagnóstico de AVC em animais. Outra dificuldade é que, diferente das pessoas, os animais não colaboram na realização dos exames, por isso é necessário anestesiar o animal para obter resultados precisos. “Nossos pacientes não dizem o que estão sentindo, não dizem se estão com bolinhas roxas na visão”, lamenta o veterinário

Tratamento

o tratamento é muito variado e dependerá do tipo e localização do AVC, da severidade da disfunção neural. Centra-se assim, na prevenção de danos cerebrais secundários ou de complicações, tais como aumento da pressão intracraniana ou apreensões, e identificar e tratar as causas primarias.

Felizmente, a maioria dos casos recuperam-se dentro de algumas semanas, somente com terapia de suporte e monitoramento, apresentando taxas de sucesso maiores do que nos seres humanos. Os sinais clínicos da disfunção neurológica em cães e com distúrbios cerebrais isquêmicos tendem a permanecer estáveis ou a melhorar ao longo do tempo. Os distúrbios hemorrágicos são mais raros, porém apresentam maiores índices de mortalidade. Feliciano Filho conta que seu cachorro, de 18 anos, teve AVC e foi tratado a tempo, recuperando-se com sequelas mínimas.

A recuperação dos animais, assim como em humanos, depende do reconhecimento dos sintomas e de um rápido e eficaz atendimento. Os sinais clínicos dos animais podem variar dependendo da região afetada: podem ocorrer desde alterações na capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação; mudanças na força exercida pelos músculos e na posição de cada parte do corpo em relação às demais ; falta de coordenação dos movimentos; convulsão; e perda de visão.

Para auxiliar a recuperação do animal recomenda-se ainda fisioterapia e acupuntura. O médico veterinário Ricardo Henrique S. Silva usa acupuntura para o tratamento do AVC em animais e afirma que esta é bastante eficiente, especialmente se integrada ao tratamento médico convencional. É possível, por meio da acupuntura, aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, regularizar a pressão arterial, restabelecer funções motoras anteriormente comprometidas. Ele conta sobre o caso de um cão idoso, da raça labrador, que chegou atáxico, tetraparésico e com hiperreflexia e após a primeira sessão, ele já se levantou e conseguiu andar. “A duração do tratamento, naturalmente, depende da severidade dos sintomas. Mas estima-se que há melhora considerável em cerca de cinco sessões”, afirma Silva.

O aumento da incidência de AVC em animais segue uma tendência atual também observada em humanos. Uma das prováveis causas está no acidente vascular cerebral ter sua ocorrência associado à idade. Com o avanço da medicina, tanto as pessoas como os seus animais de estimação tiveram um aumento no tempo de vida e, por consequência disso, um maior número de casos de AVC é constatado. Hábitos de vida sedentários e alimentação inadequada também são fatores que explicam o aumento da incidência. Expostos a uma vida demasiadamente humana, às vezes, os animais de estimação sofrem as consequências de uma dieta super calórica (principalmente os alimentados com comida humana) e da falta de atividades físicas (fato comum nos que vivem presos, seja casas ou em apartamentos).

As dificuldades de diagnóstico e tratamento – seja decorrente das tecnologias disponíveis ou aos altos custos – tornam os cuidados preventivos, relacionados a modos de vida saudáveis, as melhores estratégias para o combate ao AVC em animais. A prevenção poderá reduzir o número de casos, e o tratamento adequado, mesmo que não leve a uma cura definitiva, eleva significantemente a qualidade de vida do animal. O sacrifício não precisa tornar-se a única saída.

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Respostas a este tópico

Queridos amigos, sou terapeuta com pós graduação em Terapia Floral e extensão universitária em Homeopatia, e tenho conhecimento de AVC em animais. Já tive a chance de ajudar na recuperação de uma cadelinha q teve um problema desses, e atesto q os florais e a homeopatia podem ajudar bastante nesses casos. A recuperação das sequelas ñ é rápida, mas é possivel mesmo uma grande melhora, e dependendo do caso, uma remissão dos sintomas.
Tb consegui muitos e bons resultados em sequelas de cinomose.
Caso queira saber mais, escreva!!
Atendo pela Internet, e tenho pacientes pelo pais inteiro.
Bjs de Luz em seu coração!!

Minha cachorra teve cinomose e ficou com uma das patas traseiras tremendo e sem força. Estamos dando um remedio chamado neuro cerebral e ela ta no primeiro mês de aculpuntura(são 6 meses no total), mas eu não vejo melhoras, princilpalmente na tremedeira. Mas isso não a impede de correr e brincar agora quando vai andar ela muitas vezes arrasta a parte traseira. Tem algo que se possa fazer além do que já estou fazendo?

Muito interessante Celi, pena que aqui em Curitiba eu não tenha conhecimento de uma terapeuta especializada assim, por isto levo em veterinários convencionais, mas sei de animais que melhoraram muito o comportamento à base de florais.
Mas tua especialização é só com animais ou pessoas também? Pq estou procurando um bom homeopata para atender a minha filha que tem dores muito fortes de cabeça e na coluna. Já fomos em vários médico alopatas e os remédios dados são terríveis chegando perto da morfina, e ela é nova(28anos) linda, excelente arquiteta e récem casada, com tudo pela frente e bloqueada por esta dor.
Bjs querida!
oi, minha cadelinha lhasa de 16 anos teve um AVC na segunda (01.02) e o veterinario q eu fui mandou sacrifica-la...
Vi no site de vcs que podem trata-la com acupuntura e fiquei bastante esperançosa.
A Dra. Celi atende em SP?
Por favor, me ajudem!
Estou desesperada, não quero perder minha filha!
obrigada pela atenção
luz nos teus caminhos!!!
ly (lyliahvirna@uol.com.br)

Celi Duque Estrada disse:
Queridos amigos, sou terapeuta com pós graduação em Terapia Floral e extensão universitária em Homeopatia, e tenho conhecimento de AVC em animais. Já tive a chance de ajudar na recuperação de uma cadelinha q teve um problema desses, e atesto q os florais e a homeopatia podem ajudar bastante nesses casos. A recuperação das sequelas ñ é rápida, mas é possivel mesmo uma grande melhora, e dependendo do caso, uma remissão dos sintomas.
Tb consegui muitos e bons resultados em sequelas de cinomose.
Caso queira saber mais, escreva!!
Atendo pela Internet, e tenho pacientes pelo pais inteiro.
Bjs de Luz em seu coração!!
Realmente faltam informações... Minha gatinha teve um derrame há 2 dias e o próprio veterinário teve dificuldade de diagnosticar, ficou insistindo se ela não poderia ter ingerido alguma substância, tomado um choque ou até ser epilética. Na verdade ele ainda não fechou como AVC, mas encontrei no seguinte site http://www.faqs.org/qa/qa-5712.html relatos identicos ao que aconteceu com a minha pobre filhinha.... Agora estamos começando a reabilitação dela com muitos beijinhos, mas gostaria de trocar informações com outros donos de animais em recuperação, dar florais e td que for possível...
Celi...
Meu cãozinho teve um AVC nesta segunda-feira....e tenho algumas perguntas com relação á esse tratamento que vc sugere...
Me mande um email por favor para eu poder sanar essas dúvidas, por favor...é: buddy.animal@yahoo.com.br ou juliannacordeiro@yahoo.com.br
Aguardo
Bjinhus
Boa tarde Dra. Celi

Tenho um poddle de 15 anos, chamado Toffe. Desde pequeno ele tem problema d coração, toma gardenal e tem ataques com muita frequência.
Até sexta dia 03.12.2010 a tarde, ele estava normal, porém a noite ele começou a ficar estranho, parou de comer, de beber, de urinar e defecar.
Estou desesperada, ele parou d andar ...a partir d domingo ele começou a qrer andar, mais num tem força pq tá fraco, acredito eu, num consegue segurar mto a cabecinha....
Ele não pode tomar nenhum tipo d anestesia, por isso, tenho medo d levá-lo no veterinário.
Acredito mto em medicina alternativa, estou fazendo radiestesia nele, tive pekenos resultados, ele urinou ontem domingo por 2 x, e, até deu uma rosnada. Quando passamos uma luz com vitamina para a cabeça sobre a cabecinha dele, ele começou a tremer todo o corpo e voltou a ter estímulos nas orelhas e no fucinho.
Gostaria que me ajudasse por favor.
Me passe seu tel, algum contato, se necessário dou um jeito d levá-lo a shra em qquer lugar do país.
Beijos e obrigada

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